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Tipo: Dissertação
Título: Corpo desfeito, de Jarid Arraes: controle, violência e (re)existência do corpo feminino
Autor(es): Luna, Luane Gabrielle Monteiro
Primeiro Orientador: Oliveira, Geovana Quinalha de
metadata.dc.contributor.referee1: Pinheiro , Alexandra Santos
metadata.dc.contributor.referee2: Souza , Rafael Francisco Neves de
Resumo: Esta dissertação de mestrado propõe uma análise do romance Corpo desfeito, escrito pela brasileira Jarid Arraes. A obra, publicada em 2022, é examinada a partir de um corpus crítico-teórico feminista, com o qual busca-se refletir como o patriarcado tem operacionalizado, historicamente, dispositivos de poder que alocam as mulheres em posições de inferioridade e invisibilidade, submetendo-as a opressões, controles de seus corpos e violências de diferentes formas ao longo da história ocidental. Pretende se investigar de quais formas a autora desenvolve as diversas violências presentes na narrativa, com o objetivo de debater as estratégias estéticas, éticas e políticas do romance, cujas tessituras abrem espaços para a compreensão do texto literário como lugar de reflexão e (re)existência – considerando, além disso, a complexidade de fatores que atravessam as experiências das mulheres por meio de uma leitura crítica interseccional. Nesse sentido, essa dissertação justifica-se por evidenciar, entre outras questões, a literatura contemporânea produzida por mulheres racializadas que discutem desigualdades de gênero, raça e classe e seus efeitos na formação das relações sociais. Além disso, mostra-se relevante por analisar a violência aos corpos dissidentes pela perspectiva de mulheres que, em alguns casos, contribuem para a manutenção das estruturas patriarcais e reforçam violências e opressões no ambiente familiar. A fundamentação teórica está embasada nos estudos de Michel Foucault (1987), Pierre Bourdieu (2010), Elódia Xavier (2021), Rita Schmidt (2012, 2019), Lia Machado (2000), Carole Pateman (1993), Gerda Lerner (2019), Lúcia Zolin (2009), Constância Duarte (2009), Elaine Showalter (1994, 1999), Sueli Carneiro (2019), Maria Lugones (2020), Lélia Gonzalez (2020), Audre Lorde (2019), Patricia Collins e Sirma Bilge (2021), Carla Akotirene (2019), Cecil Zinani (2011), Regina Dalcastagnè (2012), entre outras. Objetiva-se, no decorrer do estudo, investigar e problematizar as formas de controle exercidas pela avó sobre o corpo da menina, discutir sobre o simbolismo religioso na obra e o processo de resistência da protagonista Amanda.
Abstract: This master's thesis proposes an analysis of the novel Corpo desfeito, written by the Brazilian author Jarid Arraes. The novel, published in 2022, is examined through a feminist critical-theoretical perspective, seeking to reflect on how patriarchy has historically operationalized power mechanisms that place women in positions of inferiority and invisibility, subjecting them to oppression, control of their bodies, and different forms of violence throughout Western history. The study intends to investigate how the author develops the diverse instances of violence present in the narrative, aiming to debate the aesthetic, ethical and political strategies of the novel, whose textures open up spaces for understanding the literary text as a place of reflection and (re)existence – considering, furthermore, the complexity of factors that permeate women's experiences through an intersectional critical reading. In this regard, this thesis is justified by highlighting, among other issues, the contemporary literature produced by racialized women who discuss inequalities of gender, race, and class and their effects on the formation of social relations. Furthermore, it is relevant because it analyzes violence against dissident bodies from the perspective of women who, in some cases, contribute to the maintenance of patriarchal structures and reinforce violence and oppression within the family environment. The theoretical framework is based on the studies of Michel Foucault (1987), Pierre Bourdieu (2010), Elódia Xavier (2021), Rita Schmidt (2012, 2019), Lia Machado (2000), Carole Pateman (1993), Gerda Lerner (2019), Lúcia Zolin (2009), Constância Duarte (2009), Elaine Showalter (1994, 1999), Sueli Carneiro (2019), Maria Lugones (2020), Lélia Gonzalez (2020), Audre Lorde (2019), Patricia Collins and Sirma Bilge (2021), Carla Akotirene (2019), Cecil Zinani (2011), Regina Dalcastagnè (2012), among others. Throughout the study, the aim is to investigate and discuss the forms of control exercised by the grandmother over the girl's body, the religious symbolism in the work and the process of resistance of the protagonist Amanda.
Palavras-chave: Corpo desfeito
Corpo desfeito
Jarid Arraes
Jarid Arraes
Crítica feminista
Violence
CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Grande Dourados
Sigla da Instituição: UFGD
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Comunicação, Artes e Letras
metadata.dc.publisher.program: Programa de pós-graduação em Letras
Citação: LUNA, Luane Gabrielle Monteiro. Corpo desfeito, de Jarid Arraes: controle, violência e (re)existência do corpo feminino. 2026. 120 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Comunicação, Artes e Letras, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2026.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/6901
Data do documento: 13-Abr-2026
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