Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/6951Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor1 | Tedeschi, Losandro Antonio | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6488095079213426 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Farias, Damião Duque de | pt_BR |
| dc.contributor.referee2 | Niching , Claudia Regina | pt_BR |
| dc.creator | Santos, Heriques Silva dos | pt_BR |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7424686762724351 | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-08-25T19:25:36Z | pt_BR |
| dc.date.available | 2026-04-02 | pt_BR |
| dc.date.available | 2026-08-25T19:25:36Z | pt_BR |
| dc.date.issued | 2026-03-05 | pt_BR |
| dc.identifier.citation | SANTOS, H. S. Estão falando de nós? o (des)pertencimento negro LGBTI+ e sua compreensão nas políticas públicas de Mato Grosso do Sul. 2026. 129 f. Dissertação (Mestrado em História) - Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/6951 | pt_BR |
| dc.description.abstract | This research analyzes, from a historiographical and interdisciplinary perspective, the limits and contradictions of public policies aimed at the black LGBTI+ population in Mato Grosso do Sul, focusing on the Mapa da População LGBT+ Vulnerável (Map of the Vulnerable LGBT+ Population), prepared by the State and published in 2023. More than a technical instrument of social diagnosis, the MAPA is understood as a discursive artifact that materializes the ways in which public power names, classifies, and manages certain populations. While denouncing high rates of violence, the document also reveals structural silences by failing to fully incorporate racial, territorial, and socioeconomic markers, confirming that invisibility is a constitutive part of the state narrative. Although Mato Grosso do Sul ranks among the Brazilian states with the largest number of regulations directed at the LGBTI+ population and has one of the highest proportions of this population in the country, the racial dimension remains marginalized or treated in a fragmented way. The deliberations analyzed from the reports of the II (2011) and III (2016) National Conferences on LGBTI+ Public Policies reinforce this diagnosis, since, although they constitute democratic spaces of participation, they prove insufficient to ensure effective representation of the historical experiences of the black LGBTI+ population, reproducing hierarchies among social markers. The study engages with authors from history, law, sociology, gender studies, critical theory, and black thought, articulating concepts such as intersectionality, biopolitics, state of exception, recognition, and escrevivência. This articulation makes it possible to understand how different intellectual traditions converge to show that violence against the black LGBTI+ population is not a deviation or anomaly, but a structural product of the ways in which the State manages life, belonging, and citizenship. Historically, such practices of differential management of existence have been reproduced at different moments, revealing continuities between policies of invisibilization and mechanisms of precarization. By failing to fully recognize these subjects as rights-bearing citizens, public policies reinforce a logic that naturalizes inequalities and legitimizes social hierarchies. In this trajectory, the MAPA can be read not only as statistics, but as part of a documentary tradition that reveals both the advances and the limits of state action. Transforming statistics into memory, memory into denunciation, and denunciation into collective action means expanding the reach of the MAPA beyond technique, turning it into a living testimony of social plurality and a critical instrument in the struggle for recognition and justice. Thus, the document is inscribed in a broader narrative about the relationship between the State and historically marginalized populations. It demonstrates that the production of data is not neutral, but traversed by political and epistemological disputes. When appropriated as collective memory, the MAPA can contribute to the construction of new research agendas and social mobilization, connecting local experiences to national and global struggles for rights. In this way, the study reaffirms that understanding the limits and contradictions of public policies requires not only technical analysis, but also a historical and critical reading of the ways in which the State administers lives and recognizes citizenships. | en |
| dc.description.resumo | Esta pesquisa analisa, sob uma perspectiva historiográfica e interdisciplinar, os limites e as contradições das políticas públicas destinadas à população LGBTI+ negra em Mato Grosso do Sul, tendo como eixo central o Mapa da População LGBT+ Vulnerável, elaborado pelo Estado e publicado em 2023. Mais do que um instrumento técnico de diagnóstico social, o MAPA é compreendido como um artefato discursivo que materializa as formas pelas quais o poder público nomeia, classifica e administra determinadas populações. Ao denunciar índices elevados de violência, o documento também revela silêncios estruturais ao não incorporar plenamente os marcadores raciais, territoriais e socioeconômicos, confirmando que a invisibilidade é parte constitutiva da narrativa estatal. Embora Mato Grosso do Sul figure entre os estados brasileiros com maior número de normativas voltadas à população LGBTI+ e possua uma das maiores proporções dessa população no país, observa-se que a dimensão racial permanece marginalizada ou tratada de forma fragmentada. As deliberações analisadas a partir dos relatórios da II (2011) e da III (2016) Conferências Nacionais de Políticas Públicas LGBTI+ reforçam esse diagnóstico, pois, ainda que constituam espaços democráticos de participação, revelam-se insuficientes para garantir a representação efetiva das experiências históricas da população negra LGBTI+, reproduzindo hierarquizações entre marcadores sociais. O estudo dialoga com autores da história, do direito, da sociologia, dos estudos de gênero, da teoria crítica e do pensamento negro, articulando conceitos como interseccionalidade, biopolítica, estado de exceção, reconhecimento e escrevivência. Essa articulação permite compreender como diferentes tradições intelectuais convergem para evidenciar que a violência contra a população negra LGBTI+ não constitui um desvio ou uma anomalia, mas um produto estrutural das formas como o Estado administra a vida, o pertencimento e a cidadania. Historicamente, observa-se que tais práticas de gestão diferencial da existência se reproduzem em diferentes momentos, revelando continuidades entre políticas de invisibilização e mecanismos de precarização. Ao não reconhecer integralmente esses sujeitos como portadores de direitos, as políticas públicas reforçam uma lógica que naturaliza desigualdades e legitima hierarquias sociais. Nesse percurso, o MAPA pode ser lido não apenas como estatística, mas como parte de uma tradição documental que revela tanto os avanços quanto os limites da ação estatal. Transformar estatísticas em memória, memória em denúncia e denúncia em ação coletiva significa ampliar o alcance do MAPA para além da técnica, convertendo-o em testemunho vivo da pluralidade social e em instrumento crítico de luta por reconhecimento e justiça. Assim, o documento se inscreve em uma narrativa mais ampla sobre a relação entre Estado e populações historicamente marginalizadas. Ele evidencia que a produção de dados não é neutra, mas atravessada por disputas políticas e epistemológicas. Ao ser apropriado como memória coletiva, o MAPA pode contribuir para a construção de novas agendas de pesquisa e mobilização social, conectando experiências locais às lutas nacionais e globais por direitos. Dessa forma, o estudo reafirma que compreender os limites e contradições das políticas públicas exige não apenas análise técnica, mas também uma leitura histórica e crítica dos modos como o Estado administra vidas e reconhece cidadanias | pt_BR |
| dc.description.provenance | Submitted by Claudeir Guilhermino (claudeirguilhermino@ufgd.edu.br) on 2026-08-25T19:25:36Z No. of bitstreams: 1 HeriquesSilvadosSantos.pdf: 926185 bytes, checksum: a22152dccc63d1f122b97c21bf714a20 (MD5) | en |
| dc.description.provenance | Made available in DSpace on 2026-08-25T19:25:36Z (GMT). No. of bitstreams: 1 HeriquesSilvadosSantos.pdf: 926185 bytes, checksum: a22152dccc63d1f122b97c21bf714a20 (MD5) Previous issue date: 2026-03-05 | en |
| dc.description.sponsorship | Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal da Grande Dourados | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Ciências Humanas | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de pós-graduação em História | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFGD | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Raça | pt_BR |
| dc.subject | Race | en |
| dc.subject | LGBTI+ | pt_BR |
| dc.subject | LGBTI+ | en |
| dc.subject | Políticas Públicas | pt_BR |
| dc.subject | Public Policies | en |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA | pt_BR |
| dc.title | Estão falando de nós? o (des)pertencimento negro LGBTI+ e sua compreensão nas políticas públicas de Mato Grosso do Sul | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em História | |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| HeriquesSilvadosSantos.pdf | 904,48 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.