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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisor1Goettert , Jones Daript_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0319502811622693pt_BR
dc.contributor.referee1Mota, Juliana Grasiéli Buenopt_BR
dc.contributor.referee2Rosa Sebastiana Colman, Rosa Sebastiana Colmanpt_BR
dc.contributor.referee3Rivas, Carmen Luzpt_BR
dc.contributor.referee4Oviedo, Normapt_BR
dc.creatorSilva , Kamila Madureira dapt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5325659097845677pt_BR
dc.date.accessioned2026-10-02T18:29:55Zpt_BR
dc.date.available2026-09-15pt_BR
dc.date.available2026-10-02T18:29:55Zpt_BR
dc.date.issued2026-06-18pt_BR
dc.identifier.citationSILVA, Kamila Madureira da. A geografia da despossessão: Povos Guarani Mbyá (Misiones, Argentina) e Guarani Kaiowá em Juti (Mato Grosso Do Sul, Brasil). 2026. 180 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Ciências humanas, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/7111pt_BR
dc.description.abstractEsta tesis no pretende agotar, resumir ni concluir los múltiples debates que involucran a los pueblos indígenas guaraní mbyá y guaraní kaiowá, sus territorios, cosmologías, procesos históricos de violencia y formas de resistencia. Por el contrário, reconoce la complejidad, profundidad y continuidad de estos temas, entendiendo que cualquier producción académica constituye solo una posible aproximación ante la riqueza de conocimientos, experiencias y realidades vividas por los pueblos indígenas. Analizaremos los contextos históricos, socioterritoriales y políticos experimentados por los pueblos indígenas guaraní mbyá en la región de Misiones, y especialmente el contexto que abarca el territorio indígena kunã piru (Argentina), y por los pueblos guaraní kaiowá de la aldea de Taquara, ubicada en Jutí, Mato Grosso do Sul (Brasil), buscando comprender las dinámicas de colonialidad, neoliberalismo y despojo territorial que atraviesan estos territorios indígenas en la actualidad. La investigación parte de la premisa de que los procesos de invasión, expropiación y mercantilización de la tierra no se limitan al período colonial, sino que se mantienen vigentes en las estructuras del capitalismo neoliberal, intensificando los conflictos territoriales, las desigualdades sociales y las violaciones de los derechos indígenas. El estudio demuestra que los territorios guaraníes constituyen espacios de existencia colectiva, memoria ancestral, espiritualidad, reproducción cultural y subsistencia, trascendiendo las concepciones occidentales de propiedad privada y explotación económica de la tierra. En este sentido, la territorialidad indígena se entiende no solo como una dimensión material, sino como un fundamento cosmológico, identitario y político indispensable para la continuidad física y cultural de estas comunidades. La investigación demuestra que la pérdida territorial tiene profundos impactos en las formas de vida, el conocimiento tradicional, las relaciones comunitarias y los singulares modos de organización social del pueblo guaraní. Esta tesis analiza cómo los proyectos neoliberales contemporáneos profundizan los procesos históricos de invisibilidad, violencia y marginación de los pueblos indígenas, especialmente en regiones marcadas por la explotación intensiva de recursos naturales, la agroindustria y la concentración de tierras. Al mismo tiempo, se destacan las múltiples formas de resistencia, las recuperaciones territoriales y la búsqueda constante por el mantenimiento de la territorialidad de los pueblos guaraní mbyá y guaraní kaiowá, evidenciando la centralidad de la lucha por la tierra, que representa la lucha por la vida, por la memoria ancestral y por la continuidad de sus epistemologías. Finalmente, la investigación defiende la importancia de las epistemologías indígenas para la construcción de nuevas formas de pensar sobre la relación entre sociedad, naturaleza y territorio. En un contexto global marcado por crisis ambientales, sociales y civilizatorias, las formas de vida indígenas presentan posibilidades de existencia basadas en la colectividad, el respeto por la naturaleza y la reciprocidad, planteando interrogantes y reflexiones sobre la racionalidad neoliberal y los modelos de desarrollo hegemónicos, demostrando y enfatizando la necesidad de valorar el conocimiento indígena como posibles caminos para construir otras racionalidades y futuros más justos socialmente y ambientalmente sostenibles, como alternativa a "posponer el fin del mundo".es
dc.description.resumoEsta tese busca compreender e analisar como os povos indígenas Guarani Mbyá e Guarani Kaiowá, contemplam seus territórios, cosmologias, processos históricos de violência e formas de resistência. Reconhecendo a complexidade, profundidade e continuidade dessas temáticas, compreendendo que qualquer produção acadêmica constitui apenas uma aproximação possível diante da riqueza dos saberes, experiências e realidades vividas pelos povos indígenas. Analisaremos os contextos históricos, socio territoriais e políticos vivenciados pelos povos indígenas Guarani Mbyá, na região de Misiones, e especialmente o contexto que engloba o território indígena Kunã Piru (Argentina), e pelos povos Guarani Kaiowá da Aldeia Taquara, localizada em Juti, Mato Grosso do Sul (Brasil), buscando compreender as dinâmicas da colonialidade, neoliberalismo e espoliação territorial que atravessam esses territórios indígenas na contemporaneidade. A pesquisa parte da compreensão de que os processos de invasão, expropriação e mercantilização da terra não se restringem ao período colonial, mas permanecem atualizados nas estruturas do capitalismo neoliberal, intensificando conflitos territoriais, desigualdades sociais e violações de direitos indígenas. O estudo evidencia que os territórios Guarani constituem espaços de existência coletiva, memória ancestral, espiritualidade, reprodução cultural e manutenção da vida, ultrapassando concepções ocidentais de propriedade privada e exploração econômica da terra. Nesse sentido, a territorialidade indígena é compreendida não apenas como dimensão material, mas como fundamento cosmológico, identitário e político indispensável à continuidade física e cultural dessas comunidades. A pesquisa demonstra que a perda territorial provoca impactos profundos sobre as formas de viver, os saberes tradicionais, as relações comunitárias e os modos próprios de organização social dos povos Guarani. A tese discute como os projetos neoliberais contemporâneos aprofundam processos históricos de invisibilização, violência e marginalização dos povos indígenas, especialmente em regiões marcadas pela exploração intensiva dos recursos naturais, do agronegócio e da concentração fundiária. Ao mesmo tempo, em que destacamos as múltiplas formas de resistência, retomadas territoriais e a busca constante pela manutenção da territorialidade dos povos Guarani Mbyá e Guarani Kaiowá, evidenciando a centralidade da luta pela terra, que representa a luta pela vida, pela memória da ancestralidade e pela continuidade de suas epistemologias. Por fim, a pesquisa defende a importância das epistemes indígenas para a construção de novas formas de pensar a relação entre sociedade, natureza e território. Em um contexto global marcado por crises ambientais, sociais e civilizatórias, em que os modos de vida indígenas, apresentam possibilidades de existência fundamentadas na coletividade, no respeito à natureza e na reciprocidade, trazendo o questionamento e a reflexão acerca da racionalidade neoliberal e dos modelos hegemônicos de desenvolvimento, demonstrando e enfatizando a necessidade de valorização dos conhecimentos indígenas como caminhos possíveis para a construção de outras racionalidades e de futuros socialmente mais justos e ambientalmente sustentáveis, como alternativa para “adiar o fim do mundo”.pt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by Claudeir Guilhermino (claudeirguilhermino@ufgd.edu.br) on 2026-10-02T18:29:55Z No. of bitstreams: 1 KamilaMadureiradaSilva.pdf: 8976591 bytes, checksum: 66d41df420de19cb0725d20cb9f5ef04 (MD5)en
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2026-10-02T18:29:55Z (GMT). No. of bitstreams: 1 KamilaMadureiradaSilva.pdf: 8976591 bytes, checksum: 66d41df420de19cb0725d20cb9f5ef04 (MD5) Previous issue date: 2026-06-18en
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisas (CNPq)pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Grande Douradospt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.programPrograma de pós-graduação em Geografiapt_BR
dc.publisher.initialsUFGDpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPovos indígenaspt_BR
dc.subjectPueblos indígenaes
dc.subjectGuaranipt_BR
dc.subjectGuaraníes
dc.subjectMbyápt_BR
dc.subjectNeoliberalismoes
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIApt_BR
dc.titleA geografia da despossessão: Povos Guarani Mbyá (Misiones, Argentina) e Guarani Kaiowá em Juti (Mato Grosso Do Sul, Brasil)pt_BR
dc.typeTesept_BR
Aparece nas coleções:Doutorado em Geografia

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