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http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/7121| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Associação entre transtorno depressivo maior e seus sintomas e consumo alimentar em adultos brasileiros: pesquisa nacional de saúde de 2019 |
| Autor(es): | Fortini, Clara Soligo |
| Primeiro Orientador: | Moreira, Naiara Ferraz |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Luz, Veronica Gronau |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Rodrigues, Paulo Rogério Melo |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Pizzi, Bruno Passos |
| Resumo: | A associação entre depressão e consumo alimentar vem sendo explorada por diferentes abordagens, e com diferentes métodos de classificação da dieta. Entretanto, a análise de seus sintomas e a alimentação, bem como a utilização de um escore que avalie a qualidade da alimentação ainda são pouco exploradas. Objetivo: Analisar a associação entre transtorno depressivo maior (TDM) e seus sintomas e a qualidade da dieta. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, incluindo indivíduos com idade entre 20 e 59 anos. O instrumento Patient Health Questionnaire – 9 (PHQ-9) avalia a presença dos sintomas do TDM nos 14 dias anteriores a entrevista, sendo eles: problemas no sono, problemas de cansaço, desinteresse, problemas de concentração, problemas com a alimentação, lentidão ou agitação, sentimento depressivo, sentimento de fracasso e pensar em se ferir. A frequência dos sintomas foi considerada alta quando as respostas foram ‘Mais da metade dos dias’ ou ‘Quase todos os dias’, e a presença do TDM para pontuações ≥10. O escore de alimentação saudável foi construído com base na frequência semanal do consumo de marcadores alimentares. Os marcadores saudáveis (feijão; verduras e legumes; frutas; suco natural) pontuaram de 0 (nenhum dia) a 7 (7 dias por semana), enquanto os não saudáveis (refrigerantes; sucos artificiais; doces e; substituição do almoço por lanches), foram pontuados de forma inversa. Foram realizadas análises utilizando frequências relativas (%) para descrição das variáveis sociodemográficas, de estilo de vida, depressão e seus sintomas. Assim como a média do escore de alimentação saudável, que teve suas diferenças estatísticas avaliadas através do intervalo de confiança (IC 95%). Foram utilizando modelos de regressão linear generalizada, obtendo-se os coeficientes lineares brutos e ajustados (para variáveis sociodemográficas e de estilo de vida) para o TDM e seus sintomas foram obtidos por modelos de regressão linear generalizada. Resultados: Foram incluídos no estudo 63.782 indivíduos, dos quais 10,8% apresentaram TDM. O sintoma mais prevalente foi ‘problemas no sono’ (17,1%), enquanto o menos prevalente foi ‘Pensar em se ferir’ (1,7%). O sexo feminino, os estados civis ‘viúvo’ e ‘divorciados’, o tabagismo e a ausência de atividade física no lazer estiveram associados a maiores prevalências de depressão e de todos os sintomas avaliados. A média do escore de alimentação saudável foi 1,81 pontos inferior entre indivíduos com depressão, em comparação àqueles sem o transtorno. A alta frequência de todos os sintomas também se associou a pior qualidade da dieta, sendo o sintoma ‘pensar em se ferir’ aquele com maior diferença (2,69) em comparação à baixa frequência. Conclusão: Foi identificada uma associação entre todos os sintomas do TDM e pior qualidade da alimentação. Esses achados destacam a relevância da relação entre saúde mental e hábitos alimentares, bem como a necessidade de estratégias integradas de cuidado nutricional e psicológico. Além disso, reforçam a importância da promoção de alimentação saudável no cuidado dos indivíduos com TDM e seus sintomas. |
| Abstract: | The association between depression and dietary intake has been explored through different approaches and dietary classification methods. However, the relationship between specific depressive symptoms and diet quality, as well as the use of a composite score to evaluate diet quality, remains underexplored. Objective: To analyze the association between major depressive disorder (MDD), its symptoms and diet quality. Methods: This cross sectional analysis, based on data from the 2019 Brazilian National Health Survey, included individuals aged 20-59 years. The Patient Health Questionnaire-9 assessed the presence of MDD symptoms in the 14 days preceding the interview, including sleep disturbances, fatigue, lack of interest, concentration difficulties, eating-related problems, psychomotor changes, depressed mood, feelings of worthlessness, and thoughts of self-harm. Symptom frequency was considered high when responses were as “More than half the days” or “Nearly every day”, and MDD was defined as score ≥10. The healthy eating score was constructed from the weekly frequency of food consumption markers. Healthy markers (beans, vegetables, fruits, and natural juice) were scored from 0 (none) to 7 (seven days per week), while unhealthy markers (soft drinks, artificial juices, sweets, and replacing lunch with snacks) were inversely scored. Descriptive analyses used relative frequencies (%) for sociodemographic, lifestyle, depression, and symptoms variables. The mean healthy eating score and its statistical differences were assessed using 95% confidence intervals (95% CI). Crude and adjusted linear regression models (for sociodemographic and lifestyle factors) were applied to evaluate the associations between MDD, its symptoms, and diet quality. Results: A total of 63,782 individuals were included, of whom 10.8% met the criteria for MDD. The most prevalent symptom was “Sleep disturbance” (17.1%), whereas “thoughts of self- harm” was the least prevalent (1.7%). Female sex, widowed/divorced marital status, smoking, and lack of leisure-time physical activity were associated with higher prevalence of MDD and all evaluated symptoms. The mean healthy eating score was 1.81 points lower among individuals with MDD compared with those without the disorder. High frequency of all symptoms was also associated with poorer diet quality, with “thoughts of self-harm” showing the largest difference (2.69 points lower) compared with low frequency. Conclusion: Significant associations were observed between all MDD symptoms and poorer diet quality. These findings highlight the relevance of the interplay between mental health and dietary habits, as well as the need for integrated nutritional and psychological care strategies. Moreover, they reinforce the importance of promoting health eating as a complementary approach in the care of MDD and its symptoms. |
| Palavras-chave: | Saúde mental Mental health Sintomas depressivos Depression Manifestações neurocomportamentais Neurobehavioral manifestations |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Universidade Federal da Grande Dourados |
| Sigla da Instituição: | UFGD |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências da Saúde |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde |
| Citação: | FORTINI, Clara Soligo. Associação entre transtorno depressivo maior e seus sintomas e consumo alimentar em adultos brasileiros: pesquisa nacional de saúde de 2019. 2025. 86 f. Dissertação (Mestrado em Alimentos, Nutrição e Saúde) - Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Restrito |
| URI: | http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/7121 |
| Data do documento: | 7-Ago-2025 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Alimentos, Nutrição e Saúde |
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