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Tipo: Dissertação
Título: Ser quilombola é bom? Invisibilização, memória e resistência das comunidades São Miguel e família Cardoso em Mato Grosso do Sul
Autor(es): Arguelho, Lucimar de Souza
Primeiro Orientador: Marschner, Walter Roberto
metadata.dc.contributor.referee1: Maciel, Jeanne Mariel Brito de Moura
metadata.dc.contributor.referee2: Souza, Lauriene Seraguza Olegario e
metadata.dc.contributor.referee3: Barboza, Edir Neves
metadata.dc.contributor.referee4: Martins, Andrebio Marcio Silva
Resumo: Esta dissertação analisa os processos de invisibilização que marcam as comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul, a partir da problematização da pergunta “Ser quilombola é bom?”. O objetivo é examinar a construção e o reconhecimento da formação identitária em duas comunidades situadas em contextos distintos: São Miguel, comunidade rural localizada em Maracaju-MS, e Família Cardoso, comunidade em contexto urbano Nioaque - MS. Adota-se a análise comparativa para compreender como diferentes condições territoriais e sociais influenciam a formação identitária. A metodologia baseia-se na história oral e na pesquisa de campo, valorizando as narrativas e memórias dos moradores como fontes centrais. O referencial teórico aborda o racismo estrutural e o pacto da branquitude, a racialização do território e a identidade como posicionamento político. Os resultados indicam que as políticas fundiárias brasileiras historicamente mantêm estruturas excludentes. Conclui-se que a identidade quilombola se constitui na liberdade coletiva, na memória, na liderança feminina e nos vínculos ancestrais como elementos de resistência e autoafirmação territorial.
Abstract: This dissertation analyzes the processes of invisibility that mark quilombola communities in Mato Grosso do Sul, starting from the problematization of the question "Is being quilombola good?". The objective is to examine the construction and recognition of identity formation in two communities located in distinct contexts: São Miguel, a rural community located in Maracaju-MS, and Família Cardoso, a community in an urban context in Nioaque-MS. A comparative analysis is adopted to understand how different territorial and social conditions influence identity formation. The methodology is based on oral history and field research, valuing the narratives and memories of the residents as central sources. The theoretical framework addresses structural racism and the pact of whiteness, the racialization of territory, and identity as a political positioning. The results indicate that brazilian land policies have historically maintained exclusionary structures. It is concluded that quilombola identity is constituted by collective freedom, memory, female leadership, and ancestral entail as elements of resistance and territorial self-affirmation.
Palavras-chave: Quilombo
Quilombo
Memória
Memory
Resistência
Resistance
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Grande Dourados
Sigla da Instituição: UFGD
metadata.dc.publisher.department: Faculdade Intercultural Indígena
metadata.dc.publisher.program: Programa de pós-graduação em Educação e Territorialidade
Citação: ARGUELHO, Lucimar de Souza. Ser quilombola é bom? Invisibilização, memória e resistência das comunidades São Miguel e família Cardoso em Mato Grosso do Sul. 2026. 130 f. Dissertação (Mestrado em Educação e Territorialidade) - Faculdade Intercultural Indígena, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2026.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/7172
Data do documento: 25-Jun-2026
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